Acoplamento é a peça que liga dois eixos — o do motor e o do redutor, o do redutor e o da bomba, o da máquina e o do transportador — e transmite o torque de um para o outro. Além de transmitir a força, um acoplamento flexível absorve o desalinhamento que sempre existe entre os dois eixos, amortece trancos na partida e protege rolamentos, retentores e engrenagens de esforços que não deveriam chegar até eles. Quando ele é do tipo errado ou está gasto, o problema aparece longe dele: rolamento do motor queimando, retentor vazando, vibração que ninguém acha a origem.

A Mippei é distribuidora autorizada de acoplamentos Martin Sprocket & Gear (estrela, Quadra-Flex, Go-Flex, Martin-Flex, corrente, grade Blue-Flex e engrenagem) e Tsubaki (ATRA-FLEX e acoplamento de corrente). Fica em Curitiba (PR), tem presença mais forte no Sul e atende todo o Brasil. Nesta página você encontra o que é cada tipo, uma tabela para comparar, como escolher, por que acoplamento quebra e os catálogos para baixar.

Só tem o acoplamento velho na mão?
Manda uma foto dele (de preferência com uma régua ao lado), o diâmetro dos eixos e o que a máquina faz. A gente identifica o tipo, o tamanho e o equivalente.

Identificar pela fotoE-mail:vendas@mippei.com

ou ligue (41) 2391-1086

O que é um acoplamento e para que ele serve

Um acoplamento industrial é o componente que une as pontas de dois eixos para que um transmita rotação e torque ao outro. Ele aparece em praticamente toda máquina com motor: entre motor e redutor, entre redutor e eixo do transportador, entre motor e bomba, compressor, ventilador, misturador ou britador.

Um bom acoplamento cumpre três funções ao mesmo tempo:

  1. Transmitir o torque do eixo motor para o eixo movido, sem patinar e sem folga.
  2. Compensar desalinhamento — angular, paralelo e axial. Nenhuma montagem fica perfeita, e a base, a temperatura e o desgaste mudam o alinhamento com o tempo.
  3. Absorver choque e vibração — o tranco da partida, as variações de carga e as vibrações pequenas, que de outro modo iriam direto para os rolamentos e as engrenagens.
Tipos de acoplamento Martin: grade Blue-Flex, engrenagem, Quadra-Flex, Go-Flex, estrela, Martin-Flex (pneu) e corrente
Os sete tipos de acoplamento Martin: grade Blue-Flex, engrenagem, Quadra-Flex, Go-Flex, estrela, Martin-Flex (pneu) e corrente.

Como os acoplamentos são classificados

A divisão mais útil na prática é entre rígidos e flexíveis.

  • Acoplamento rígido: une os eixos como se fossem uma peça só. Não aceita desalinhamento nenhum, por isso só funciona quando o alinhamento é praticamente perfeito e permanente.
  • Acoplamento flexível mecânico: as peças metálicas deslizam entre si para absorver o desalinhamento. São os de corrente, grade e engrenagem. Aguentam torque muito alto e precisam de lubrificação.
  • Acoplamento flexível elastomérico (elástico): um elemento de borracha, poliuretano ou termoplástico fica entre os cubos e absorve o desalinhamento e a vibração. São os de estrela (garras), Quadra-Flex, Go-Flex, Martin-Flex (pneu), HRC e ATRA-FLEX. Não precisam de lubrificação.

As linhas que a Mippei distribui são de acoplamentos flexíveis — que é o que a grande maioria das máquinas industriais pede.

Tipos de acoplamento industrial

Cada tipo resolve uma combinação diferente de torque, desalinhamento, espaço e manutenção. Abaixo, do mais simples ao de maior capacidade.

Acoplamento de estrela (garras)

Acoplamento de estrela Martin com cubos de garras e elemento elástico em formato de estrela
Cubos de garras com o elemento em estrela no meio.

Dois cubos com garras que se encaixam num elemento elástico em formato de estrela (também chamado de aranha). É o acoplamento mais comum em motores pequenos e médios, bombas e equipamentos leves: barato, compacto e fácil de montar.

O elemento é a peça de desgaste — quando ele resseca, racha ou vira pó, a troca é rápida e os cubos continuam. Trabalha com eixos de 4 a 65 mm.

Da mesma família é o acoplamento HRC, com cubos de três garras e elemento de borracha, oferecido com furo piloto, furo acabado ou bucha cônica Taper.

Acoplamento Quadra-Flex

Acoplamento Quadra-Flex Martin com luva elastomérica de quatro modos de flexão
A luva do Quadra-Flex trabalha em quatro modos de flexão.

Os cubos são ligados por uma luva elastomérica que flexiona em quatro direções — torção, angular, paralela e axial. Não há contato metal com metal, por isso o Quadra-Flex é silencioso e tem excelente capacidade de amortecimento.

A luva existe em versões inteiriça e bipartida: a bipartida sai sem afastar o motor nem o redutor. Indicado para bombas, ventiladores, compressores e acionamentos com partidas frequentes. Eixos de 9 a 140 mm.

Acoplamento flexível Go-Flex

Acoplamento flexível Go-Flex Martin com elemento elastomérico e cobertura parafusada
Go-Flex: elemento elastomérico e cobertura parafusada.

Acoplamento elastomérico para torques médios e altos, feito para quem não quer parar a máquina por manutenção: não leva lubrificação, e a troca do elemento é rápida. Monta na horizontal e na vertical.

Cobre uma faixa enorme — eixos de 12 a 280 mm — e por isso costuma substituir acoplamentos de grade e de engrenagem em aplicações onde a graxa é um problema (alimentos, ambiente com pó, locais de difícil acesso).

Acoplamento Martin-Flex (pneu)

Acoplamento Martin-Flex tipo pneu com elemento de borracha em forma de pneu
O elemento em forma de pneu é o que dá a flexibilidade.

O elemento de borracha tem formato de pneu e é o tipo que mais aceita desalinhamento angular — até 4°. Também é o que melhor amortece choque, por isso aparece em britadores, peneiras vibratórias, misturadores e acionamentos com carga irregular.

O pneu é bipartido: troca sem mexer nos cubos e sem desalinhar os eixos. Eixos de 9 a 90 mm.

Acoplamento de corrente

Acoplamento de corrente Martin com dois cubos dentados ligados por corrente de rolos dupla
Dois cubos dentados ligados por uma corrente dupla.
Acoplamento de corrente Tsubaki com cubos e corrente dupla
Acoplamento de corrente Tsubaki: cubos e corrente dupla.

Dois cubos com dentes de roda dentada, lado a lado, envolvidos por uma corrente de rolos dupla. Simples, robusto e fácil de desmontar — basta abrir a corrente. Transmite torque alto num tamanho compacto e aceita até 2° de desalinhamento angular.

Precisa de lubrificação e de uma capa para segurar a graxa e proteger contra pó. Não amortece vibração. A Mippei trabalha acoplamento de corrente Martin e Tsubaki.

Acoplamento de grade Blue-Flex

Acoplamento de grade Blue-Flex Martin com grade metálica em mola entre os cubos
A grade em mola trabalha nos rasgos cônicos dos cubos.
Distribuição de carga na grade do acoplamento Blue-Flex Martin
Como a grade distribui a carga entre os dentes dos cubos.

Uma grade de aço temperado, em forma de mola, trabalha nos rasgos dos dois cubos. Sob carga, a grade se apoia em mais pontos do dente — é isso que dá ao acoplamento de grade alta capacidade de torque com rotação alta e boa absorção de choque, num pacote compacto.

A cobertura pode ser bipartida na horizontal (T10) ou na vertical (T20) e precisa de graxa. Os cubos aceitam furo sob medida ou bucha Taper, e o Blue-Flex é intercambiável por componente com os acoplamentos de grade mais comuns do mercado, como Falk (Rexnord), Dodge, Kop-Flex, Lovejoy e TB Woods — veja a equivalência entre marcas. Eixos de 12 a 330 mm.

Acoplamento de engrenagem

Acoplamento de engrenagem Martin com cubos dentados, luva e bico graxeiro
Cubos dentados, luva com dentes internos e bico graxeiro.

Cubos com dentes externos que engrenam numa luva com dentes internos. É o acoplamento de maior capacidade de torque da lista — de 1.708 a mais de 777 mil N·m — e por isso é o padrão em mineração, siderurgia, papel e celulose e cimento.

Aceita 1,5° de desalinhamento angular, não amortece vibração e depende de lubrificação em dia (por isso tem bico graxeiro e vedação). Eixos de 12 a 390 mm. Para torques menores, o MRC é um acoplamento de engrenagem com luva de náilon que dispensa lubrificação.

Acoplamento elastomérico ATRA-FLEX (Tsubaki)

Vista explodida do acoplamento ATRA-FLEX Tsubaki com cubos e inserto elastomérico
Cubos e inserto elastomérico do ATRA-FLEX.
Troca do inserto elastomérico do acoplamento ATRA-FLEX Tsubaki sem mover motor nem redutor
O inserto sai radialmente, sem afastar os equipamentos.

O ATRA-FLEX tem um inserto elastomérico que sai radialmente: a troca é feita sem afastar o motor nem o equipamento acionado e sem realinhar. Dispensa lubrificação e tem versões com espaçador para bombas centrífugas e compressores (séries T, M e A). Veja todos os detalhes na página do acoplamento flexível ATRA-FLEX Tsubaki.

O acoplamento quebra antes do tempo ou o elemento vira pó em poucos meses?
Quase sempre é tipo ou tamanho errado para a carga, ou desalinhamento acima do que ele aceita. Conta pra gente o que acontece e qual é a máquina.

Falar com um especialistaE-mail:vendas@mippei.com

ou ligue (41) 2391-1086

Tabela comparativa dos tipos de acoplamento

Faixas gerais de cada família Martin. O tamanho exato depende do torque, da rotação, do fator de serviço da máquina e do diâmetro dos eixos — é isso que a gente confere antes de cotar.

Comparativo dos acoplamentos flexíveis Martin
TipoEixo (mm)Torque (N·m)Desalinhamento angularTemperaturaAmortecimentoLubrificação
Estrela (garras)4 a 650,4 a 7040,5° a 1°-40 a 100 °CBomNão
Quadra-Flex9 a 1406,8 a 8.1901°-35 a 135 °CExcelenteNão
Martin-Flex (pneu)9 a 9073 a 1.0254°-40 a 85 °CExcelenteNão
Go-Flex12 a 28040 a 189.8402°-50 a 100 °CBomNão
Corrente12 a 160218 a 17.1352°-35 a 108 °CNenhumSim
Grade Blue-Flex12 a 33052 a 186.4500,25°-40 a 121 °CBomSim
Engrenagem12 a 3901.708 a 777.4401,5°-40 a 107 °CNenhumSim

Como escolher o acoplamento certo

Escolher acoplamento pelo diâmetro do eixo é o erro mais comum — e o motivo de muito acoplamento quebrando. A sequência certa é esta:

  1. Torque: parta da potência do motor (kW ou cv) e da rotação no ponto onde o acoplamento vai. Multiplique pelo fator de serviço da máquina — um ventilador é carga uniforme; um britador ou um transportador que parte carregado é carga com choque e pede fator maior.
  2. Diâmetro dos eixos: confira os dois lados. Motor e redutor raramente têm o mesmo diâmetro, e o acoplamento precisa aceitar o maior deles.
  3. Desalinhamento esperado: base rígida e bem alinhada aceita grade ou engrenagem; base que trabalha, dilata ou é difícil de alinhar pede Martin-Flex, Quadra-Flex ou Go-Flex.
  4. Ambiente: temperatura, produto químico, água, pó. Na indústria de alimentos, existe elemento termoplástico aprovado pela FDA e detectável no detector de metais — se um pedaço se soltar, a linha pega.
  5. Manutenção e espaço: quem não consegue lubrificar com frequência deve fugir de corrente, grade e engrenagem. Quem precisa trocar o elemento sem mover motor e redutor deve olhar Quadra-Flex bipartido, Martin-Flex ou ATRA-FLEX. Eixos afastados pedem versão com espaçador.

Para acoplamento entre motor e redutor, vale ler também como escolher um redutor industrial e conhecer os redutores NORD, que a Mippei também distribui.

Por que um acoplamento quebra: causas e sinais

Acoplamento raramente quebra sozinho. Na grande maioria dos casos, ele é o elo que mostra um problema da montagem ou da escolha.

  • Desalinhamento acima do limite: é a causa nº 1. O elemento elástico esquenta, endurece e racha; nos metálicos, os dentes e a grade gastam de um lado só.
  • Tipo ou tamanho errado para a carga: acoplamento escolhido pelo eixo, sem considerar torque de partida e fator de serviço, trabalha no limite o tempo todo.
  • Falta de lubrificação: em corrente, grade e engrenagem, graxa vencida ou vazando pela vedação significa desgaste acelerado e calor.
  • Elemento elástico vencido: borracha ressecada, rachada, deformada ou soltando pó preto embaixo do acoplamento.
  • Folga no cubo ou na chaveta: furo fora de medida, parafuso de fixação solto ou chaveta batendo.

Sinais de alerta: vibração que aumenta com o tempo, ruído ou batida na partida, acoplamento quente ao toque, pó de borracha ou limalha em volta, graxa espirrada na proteção e — o mais caro — rolamentos do motor ou do redutor falhando antes do tempo. A Mippei tem um guia de manutenção de acoplamentos com a inspeção passo a passo.

Já sabe o tipo e o tamanho?
Manda o código (ou o tipo, o tamanho e os dois furos) e a quantidade. A cotação sai pelo WhatsApp.

Cotação rápida no WhatsAppE-mail:vendas@mippei.com

ou ligue (41) 2391-1086

Equivalência com Falk, Antares, Acriflex e outras marcas de acoplamento

Muita gente procura acoplamento pela marca que já está instalada na máquina. A Mippei trabalha com as linhas Martin e Tsubaki e faz a equivalência a partir do acoplamento que você usa hoje.

Acoplamento Falk (Rexnord): o equivalente de grade é o Blue-Flex

O acoplamento de grade Falk Steelflex é um dos mais instalados na indústria. O Blue-Flex da Martin segue a mesma numeração de tamanhos usada no mercado (1020 a 1200), com cobertura T10 (bipartida horizontal) ou T20 (bipartida vertical), e é intercambiável peça por peça — cubo, grade, cobertura, vedação e parafusos — com Falk/Rexnord, Dodge, Kop-Flex, Lovejoy e TB Woods. Na prática, dá para trocar só a grade ou só a cobertura de um acoplamento que já está montado, sem mexer nos cubos.

Acoplamentos Antares, Acriflex e outras marcas

Antares e Acriflex são fabricantes brasileiros de acoplamentos. Nesses casos a troca normalmente não é peça por peça: a equivalência é feita pelo torque, pelos furos, pela distância entre as pontas dos eixos e pelo espaço disponível. Com essas medidas — ou uma foto com régua e o código gravado no acoplamento — a Mippei indica o modelo Martin ou Tsubaki que entra no lugar. O mesmo vale para acoplamentos de máquinas importadas.

Por que cotar acoplamentos com a Mippei

  • Distribuidora autorizada Martin Sprocket & Gear e Tsubaki — peça original, com a procedência do fabricante.
  • Equivalência: mande a marcação ou a foto do acoplamento que você usa hoje, de qualquer marca, e a gente indica o equivalente nas linhas que distribui.
  • Dimensionamento antes da venda: conferimos torque, fator de serviço, furos e desalinhamento para o acoplamento não voltar quebrado.
  • Curitiba (PR), presença forte no Sul e atendimento em todo o Brasil.

Catálogos de acoplamentos para download

Os catálogos gerais das duas marcas. Os específicos de cada tipo estão nas seções acima.

Ficou alguma dúvida técnica?
Desalinhamento, fator de serviço, troca de marca, montagem — pergunta direto para quem dimensiona.

Tirar dúvida técnicaE-mail:vendas@mippei.com

ou ligue (41) 2391-1086

Perguntas frequentes sobre acoplamentos

O elemento de borracha do meu acoplamento quebra com frequência. O que pode ser?

Na maioria das vezes é desalinhamento acima do que o elemento aceita ou acoplamento pequeno para a carga. O elemento esquenta, endurece e racha. Trocar só a borracha resolve por pouco tempo: é preciso alinhar os eixos e conferir se o tamanho comporta o torque de partida e o fator de serviço da máquina. Se a base não segura o alinhamento, um tipo que aceita mais desalinhamento — Martin-Flex, Quadra-Flex ou Go-Flex — costuma resolver.

Por que o acoplamento está vibrando ou fazendo barulho?

As causas mais comuns são desalinhamento, elemento elástico gasto, folga no cubo ou na chaveta e, nos acoplamentos de corrente, grade e engrenagem, falta de graxa. Barulho de batida na partida indica folga; vibração que cresce com o tempo indica desalinhamento ou desgaste. Vale parar e inspecionar antes que a vibração chegue aos rolamentos do motor e do redutor.

O acoplamento está esquentando. É normal?

Não. Acoplamento quente ao toque é sinal de desalinhamento, sobrecarga ou falta de lubrificação. No elastomérico, o calor endurece e trinca o elemento; no de grade ou engrenagem, ele queima a graxa e acelera o desgaste dos dentes.

Como saber qual acoplamento usar no lugar do que quebrou?

Mande uma foto do acoplamento (com uma régua ao lado), a marcação gravada no cubo ou no elemento, o diâmetro dos dois eixos, a potência e a rotação do motor e o que a máquina faz. Com isso a Mippei identifica o tipo e indica o equivalente nas linhas Martin e Tsubaki — inclusive quando o original é de outra marca.

O que é um acoplamento?

Acoplamento é o componente mecânico que une as pontas de dois eixos para transmitir rotação e torque de um para o outro — por exemplo, do motor para o redutor ou do redutor para o eixo da máquina. Os acoplamentos flexíveis, que são a maioria na indústria, também compensam o desalinhamento entre os eixos e absorvem choques e vibrações.

Qual é a função de um acoplamento?

Ele tem três funções: transmitir o torque entre os eixos, compensar o desalinhamento angular, paralelo e axial que existe em toda montagem e absorver choques e vibrações, protegendo rolamentos, retentores e engrenagens do motor e do equipamento acionado.

Quais são os tipos de acoplamentos industriais?

Os acoplamentos se dividem em rígidos e flexíveis. Os flexíveis podem ser mecânicos — corrente, grade e engrenagem, que aguentam torque alto e precisam de lubrificação — ou elastoméricos — estrela, Quadra-Flex, Go-Flex, Martin-Flex (pneu), HRC e ATRA-FLEX, que usam um elemento de borracha ou plástico e dispensam lubrificação.

Qual a diferença entre acoplamento rígido e flexível?

O rígido une os eixos como se fossem uma peça só e não aceita nenhum desalinhamento; qualquer desvio vira esforço nos rolamentos. O flexível tem um elemento ou um encaixe que permite pequenos desalinhamentos e absorve choques. Por isso, entre motor e redutor ou motor e bomba, o padrão é o acoplamento flexível.

O que é um acoplamento rígido e quando ele é usado?

É o acoplamento que prende os dois eixos sem nenhuma folga, como uma luva ou um par de flanges aparafusadas. Só é usado quando o alinhamento é praticamente perfeito e permanente — por exemplo, para emendar dois trechos de um mesmo eixo. Na ligação entre máquinas diferentes, o rígido costuma causar desgaste de rolamento.

Quais são os tipos de acoplamento flexível?

Elastoméricos: estrela (garras), Quadra-Flex, Go-Flex, Martin-Flex (pneu), HRC e ATRA-FLEX. Mecânicos: corrente, grade (como o Blue-Flex) e engrenagem. A tabela comparativa desta página mostra a faixa de eixo, torque e desalinhamento de cada um.

Qual a diferença entre acoplamento elástico e de grade?

O elástico usa um elemento de borracha ou plástico entre os cubos: amortece bem, dispensa graxa e é simples de manter. O de grade usa uma mola de aço temperado nos rasgos dos cubos: aguenta mais torque e rotação num tamanho compacto, mas precisa de lubrificação e aceita menos desalinhamento angular.

Quais são as causas mais comuns de quebra de acoplamento?

Desalinhamento acima do limite, acoplamento escolhido só pelo diâmetro do eixo (sem considerar torque e fator de serviço), falta de lubrificação nos tipos metálicos, elemento elástico vencido e folga no cubo ou na chaveta.

Por que é importante escolher o acoplamento certo?

Porque o acoplamento errado não quebra só ele: transfere esforço e vibração para os rolamentos do motor e do redutor, para os retentores e para as engrenagens. Um acoplamento de algumas centenas de reais mal escolhido pode custar um redutor e dias de máquina parada.

Acoplamento precisa de manutenção?

Sim. Os elastoméricos pedem inspeção do elemento e do alinhamento. Os de corrente, grade e engrenagem pedem também troca de graxa e conferência da vedação. O Go-Flex e o ATRA-FLEX são opções para quem quer reduzir manutenção, porque não usam lubrificação.

Vocês fazem equivalência com o acoplamento que uso hoje?

Sim. Com a marcação, a foto ou as medidas do acoplamento atual, a Mippei indica o equivalente nas linhas Martin e Tsubaki. O Blue-Flex, por exemplo, é intercambiável por componente com os acoplamentos de grade mais comuns do mercado.

Existe equivalente para o acoplamento Falk?

Sim. Para o acoplamento de grade Falk (Steelflex), o equivalente é o Blue-Flex da Martin, intercambiável por componente: cubo, grade, cobertura T10 ou T20 e vedação. A tabela de intercâmbio de números de parte está para download nesta página.

Vocês têm equivalente para acoplamentos Antares e Acriflex?

Sim, por medida. Com o torque (ou a potência e a rotação), os furos, a distância entre as pontas dos eixos e uma foto do acoplamento atual, a Mippei indica o modelo Martin ou Tsubaki que substitui. Em acoplamentos elásticos de outras marcas, o mais seguro costuma ser trocar o conjunto completo.

Quais são os fabricantes de acoplamentos no Brasil?

No mercado brasileiro há fabricantes nacionais, como Antares e Acriflex, e marcas internacionais muito presentes na indústria, como Falk (Rexnord), Martin e Tsubaki. A Mippei é distribuidora autorizada Martin e Tsubaki e faz a equivalência a partir das outras marcas.

A Mippei é fábrica de acoplamentos?

Não. A Mippei é distribuidora autorizada dos fabricantes Martin Sprocket & Gear e Tsubaki. Para quem compra, a diferença é ter o dimensionamento e a equivalência entre marcas feitos antes da venda, com atendimento em todo o Brasil a partir de Curitiba (PR).

A Mippei atende fora de Curitiba?

Sim. A Mippei fica em Curitiba (PR), tem presença mais forte no Sul e atende todo o Brasil. A cotação e o dimensionamento são feitos pelo WhatsApp (41) 99937-1387.

Outras linhas de transmissão de potência

Além de acoplamentos, a Mippei distribui polias, buchas, rodas dentadas e engrenagens Martin, correntes Tsubaki, redutores e motorredutores NORD e correias Optibelt. Para modelos e especificações só da Martin, veja também a página de acoplamentos Martin.