A Mippei Tecnologia Industrial é distribuidora autorizada Tsubaki Kabelschlepp no Brasil e fornece as esteiras porta-cabos da marca para a indústria brasileira. Esta página cobre as linhas que trabalhamos hoje: as de aço para serviço pesado — S/SX, LS/LSX e a coberta S/SX Tubes — e as de ambiente limpo e automação: CLEANVEYOR, FLATVEYOR, FLATVEYOR ZP e o sistema ROBOTRAX.
A esteira porta-cabos — também chamada de corrente porta-cabos, calha porta-cabos ou cable carrier — é o que guia e protege cabo elétrico, mangueira hidráulica e tubo de ar entre uma parte fixa e uma parte que se desloca. Quando ela é escolhida errada, quem paga a conta não é ela: é o cabo que rompe antes da hora e a máquina que para.
Distribuidora autorizada Tsubaki Kabelschlepp no Brasil. Fornecimento, seleção técnica e catálogo com atendimento em português — de Curitiba/PR para todo o país.





Precisa de uma esteira porta-cabos e não sabe por onde começar? Manda o curso, os cabos que precisam passar e uma foto da máquina. A gente devolve o tipo, o raio e a lista de acessórios — sem você abrir catálogo.
Catálogos técnicos Tsubaki Kabelschlepp
Download direto, sem cadastro. Material técnico do fabricante, publicado em inglês.
Cabo rompendo, esteira estalando ou partícula na sala limpa: o que cada sintoma costuma indicar
Antes de escolher modelo, vale ler o sintoma. Na prática, quase toda falha em porta-cabos cai em um destes seis quadros:
| O que você observa | Causa provável | Por onde começar |
|---|---|---|
| Cabo rompendo ou com condutor partido sempre na mesma região | Raio de curvatura abaixo do mínimo admitido pelo cabo, ou cabos de diâmetros muito diferentes soltos na mesma câmara | Conferir o KR da esteira contra o raio mínimo do cabo e separar os cabos por câmara ou divisor |
| Trecho superior batendo, pulando ou vibrando em alta velocidade | Curso longo demais para o arranjo autoportante, ou aceleração acima do previsto | Rever o comprimento de curso admitido para aquele raio, ou passar a arranjo apoiado |
| Esteira caindo de lado ou cedendo no meio do vão | Falta de elemento de apoio interno no sistema plano | Sistemas com membros de apoio nos dois lados mantêm o curso reto sem tombar |
| Partícula e contaminação na sala limpa perto do eixo | Atrito entre os cabos e entre cabo e travessa dentro da esteira convencional | Linhas sem atrito, em que o cabo corre dentro de pod ou de tubo, e não solto na câmara |
| Desgaste prematuro e quebra de elo em robô de envelope grande | Impacto da esteira contra o braço em movimento rápido | Protetor de impacto e unidade de retração ativa (PBU) |
| Esteira plástica empenando, esbranquiçada ou quebradiça | Temperatura de trabalho, calor irradiado ou respingo de solda acima do que o plástico suporta | Passar para esteira de aço; se houver respingo ou cavaco caindo, para a versão coberta |
| Banda lateral enferrujando ou pontos de corrosão em ambiente salino | Aço zincado exposto a névoa salina, lavagem química ou ácido | Série SX, com banda em aço resistente à corrosão e a ácido |
| Ruído alto e batida metálica a cada ciclo | Choque entre elos e retorno sem amortecimento | Linhas de operação silenciosa e revisão do ponto fixo e do arraste |
Só tem a peça velha na mão e não sabe o modelo? Mande uma foto da esteira montada e do trecho rompido. A gente identifica o tipo, o passo e o raio pela imagem.
Identificar pela fotoou ligue (41) 2391-1086
Como escolher uma esteira porta-cabos: os números que definem o modelo
Seis medidas resolvem a maior parte das especificações. Tenha estas em mãos antes de pedir cotação:
| Grandeza | Símbolo | O que decide |
|---|---|---|
| Passo | t | Comprimento de cada elo. Define a quantidade de elos por metro e o quão suave é a curva. O comprimento da esteira sai de Lk = n × t |
| Altura interna | hi | Limita o maior diâmetro de cabo ou mangueira que entra |
| Largura interna | Bi / Bk | Quantos cabos cabem lado a lado e quantas câmaras dá para separar |
| Raio de curvatura | KR | O número mais crítico: precisa ser igual ou maior que o raio mínimo de flexão do cabo mais rígido do conjunto |
| Comprimento de curso | LS | Quanto o ponto móvel anda. Define se o arranjo é autoportante ou apoiado |
| Carga adicional | kg/m | Peso de cabo e mangueira por metro. Entra no cálculo do curso admitido |
Some a isso três limites de aplicação — velocidade, aceleração e faixa de temperatura — e a seleção fica fechada. As tabelas de cada linha, mais abaixo, trazem esses valores.
Regra prática que evita retrabalho: especifique o raio pelo cabo, não pela esteira. O cabo que tem o maior raio mínimo de flexão manda no KR de todo o conjunto — e é comum descobrir isso depois da esteira montada.
Esteiras porta-cabos de aço S/SX e LS/LSX: a linha de serviço pesado
Quando o ambiente derrete, corta ou corrói o plástico, a esteira tem que ser de aço. É a linha indicada para calor extremo, cavaco quente, respingo de solda, pó abrasivo e carga mecânica alta — o cenário de siderurgia, fundição, mineração, perfuração e movimentação de grande porte.
A construção é o que muda: placas laterais em sanduíche, formadas por duas chapas; articulação com pino temperado e sistema de curso múltiplo; travessas aparafusadas; conectores de extremidade maciços; e sapatas de deslize substituíveis para o arranjo apoiado. É essa rigidez que permite comprimentos livres grandes mesmo com carga alta.
S ou SX — a diferença está na banda lateral. A série S tem banda lateral em aço zincado. A série SX tem banda em aço resistente à corrosão e a ácido, em três qualidades: ER 1, ER 1S e ER 2. Ambiente com névoa salina, lavagem química ou ácido pede SX. As duas famílias têm ainda a versão com proteção contra explosão, classificação EX II 2 GD conforme ATEX.
LS/LSX: o aço leve, para muitos ciclos

A LS/LSX1050 é a esteira de aço de construção mais leve e mais econômica da linha. Foi pensada para operação de três turnos e muitos ciclos de deslocamento: a banda lateral temperada prolonga a vida útil, e o desenho de placa otimizado deixa a esteira mais leve que uma S/SX de tamanho equivalente. Aceita velocidade bem acima da linha robusta.
| Tipo | hi [mm] | hG [mm] | Bi [mm] | Bk [mm] | Passo t [mm] | KR [mm] | Carga adicional ≤ [kg/m] | Cabo dmáx [mm] |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| LS/LSX1050 | 48 – 58 | 80 | 54 – 584 | 100 – 600 | 105 | 105 – 430 | 35 | 38 – 46 |
| Arranjo autoportante | Velocidade | Aceleração |
|---|---|---|
| curso livre até 9,5 m | até 5 m/s | até 10 m/s² |
Variantes de abertura disponíveis: RS2, RV, RR, LG, RMAI e RMAO. A versão de banda dupla LS1050 admite carga adicional de até 40 kg/m e chega a cerca de 40% mais comprimento livre que a versão de banda lateral padrão com a mesma carga.
S/SX: o aço robusto, de 26 a 578 mm de altura interna

É a família que cobre desde a máquina de porte médio até o equipamento de pátio e a instalação offshore. Onze tamanhos, com carga adicional que vai de 30 a 800 kg/m e raio de curvatura de 75 até 2.400 mm.
| Tipo | hi [mm] | hG [mm] | Bi [mm] | Passo t [mm] | KR [mm] | Carga adicional ≤ [kg/m] | Cabo dmáx [mm] | Curso livre ≤ [m] | v ≤ [m/s] | a ≤ [m/s²] |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| S/SX0650 | 26 – 34 | 50 | 35 – 465 | 65 | 75 – 400 | 30 | 26 | 5,8 | 2,5 | 5 |
| S/SX0950 | 40 – 50 | 68 | 82 – 563 | 95 | 125 – 600 | 45 | 38 | 8,8 | 2,5 | 5 |
| S/SX1250 | 66 – 76 | 94 | 82 – 752 | 125 | 145 – 1.000 | 50 | 59 | 13,5 | 2,5 | 5 |
| S/SX1800 | 104 – 110 | 140 | 121 – 941 | 180 | 265 – 1.300 | 60 | 88 | 17,8 | 2 | 3 |
| S/SX2500 | 180 – 183 | 220 | 174 – 1.125 | 250 | 365 – 1.395 | 100 | 146 | 23,7 | 1 | 3 |
| S/SX3200 | 220 | 300 | 181 – 1.416 | 320 | 470 – 1.785 | 150 | 176 | 24 | 1 | 2,5 |
| S/SX5000 | 150 | 200 | 133 – 1.083 | 200 | 500 – 1.200 | 100 | — | 11 | 2 | 3 |
| S/SX6000 | 240 | 300 | 177 – 1.377 | 320 | 700 – 1.500 | 150 | — | 16,7 | 1,5 | 2 |
| S/SX7000 | 370 | 450 | 200 – 1.650 | 450 | 900 – 2.400 | 600 | — | 24,9 | 0,5 | 0,3 |
| S/SX8000 | 578 | 600 | 200 – 1.650 | 550 | 900 – 2.400 | 800 | — | 24,9 | 0,5 | 0,3 |
| S/SX9000 | Tamanhos sob medida, a partir de 350 mm de largura de esteira | |||||||||
hi é a altura interna e hG a altura externa; Bi é a largura interna e varia em passos de 1 mm. Os valores de curso livre valem para o arranjo autoportante — acima disso o arranjo passa a ser apoiado, com sapatas de deslize ou roletes. Nos tamanhos maiores, alguns valores dependem da aplicação e são definidos caso a caso.
S/SX Tubes: a mesma robustez, fechada

É a versão coberta da S/SX, com tampas de alumínio ou cobertura em fita de aço, disponíveis em seções de 1 mm de largura. Fecha o caminho do cavaco quente, do respingo e do pó abrasivo, e continua podendo ser aberta por dentro e por fora para passar o cabo.
| Tipo | hi [mm] | hG [mm] | Bi [mm] | Passo t [mm] | KR [mm] | Carga adicional ≤ [kg/m] | Cabo dmáx [mm] | Curso livre ≤ [m] | v ≤ [m/s] | a ≤ [m/s²] |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| S/SX0650 Tubes | 30 | 50 | 65 – 465 | 65 | 115 – 400 | 30 | 24 | 5,8 | 2,5 | 5 |
| S/SX0950 Tubes | 44 | 68 | 88 – 563 | 95 | 170 – 600 | 45 | 35 | 8,8 | 2,5 | 5 |
| S/SX1250 Tubes | 69 | 94 | 101 – 751 | 125 | 200 – 1.000 | 50 | 55 | 13,5 | 2,5 | 5 |
| S/SX1800 Tubes | 104 | 140 | 188 – 938 | 180 | 320 – 1.300 | 60 | 83 | 17,8 | 2 | 3 |
Esteira plástica derretendo, empenando ou quebrando no calor? Mande a temperatura de trabalho, o curso e o que cai em cima dela. A gente diz se o caso é de aço aberto, aço fechado ou só de trocar o arranjo.
Autoportante ou apoiado: o que decide o arranjo

Até o limite de curso livre da tabela, a esteira se sustenta sozinha entre o ponto fixo e o arraste. Acima disso ela precisa de apoio — e é aí que entram sapatas de deslize, roletes, bandejas de apoio e calha guia. Nesse arranjo o trecho superior desliza sobre o inferior dentro da calha, e o curso deixa de ser limitado pela rigidez da esteira: passa a ser limitado pelo esforço de tração e pelo projeto da calha.
É esse o arranjo de pórtico, ponte rolante de pátio, transportador longo e máquina de grande vão. Se o seu curso passa de 10 metros, é quase certo que o projeto é apoiado.
Onde a linha de aço entra na indústria
- Siderurgia e laminação — peça incandescente, temperatura alta e carga pesada no mesmo lugar. É o caso clássico de aço, e o de esteira coberta quando há respingo.
- Mineração e perfuração — pó abrasivo, umidade e vibração, com equipamento de grande porte e curso longo.
- Movimentação e equipamento de pátio — pórtico, ponte rolante, carregador e plataforma de trabalho, onde o curso é medido em dezenas de metros.
- Offshore e portuário — névoa salina o tempo todo, que é o que puxa a escolha para a série SX, e os tamanhos maiores da S/SX.
- Papel e celulose — ambiente úmido e químico, com transportadores longos.
Nem todo valor da tabela vale para todo caso. Os números acima são os limites do produto, não uma promessa para a sua máquina. Curso, carga, velocidade e temperatura se influenciam — por isso a seleção final é sempre feita com a aplicação na mão.
Catálogos das esteiras de aço para download
ROBOTRAX: esteira porta-cabos para movimento 3D em robô
O sistema ROBOTRAX é feito para o que a esteira comum não faz: girar e articular em três dimensões, acompanhando braço de robô e mesa giratória. A estrutura é de elos plásticos com encaixe esférico dos dois lados, que se encaixam um no outro formando a esteira; protetores impedem que o raio caia abaixo do mínimo em qualquer direção, e os cabos podem ser separados em três câmaras.
Um cabo de aço passa por um furo no centro de cada elo e assume a transmissão do esforço de tração — o que poupa o cabo elétrico do puxão. Com isso, o sistema admite acelerações de até 10 g. A peça de fixação permite ajustar a tensão dos elos a qualquer momento.

Tipos e dimensões
| Tipo | hi [mm] | Bi [mm] | Da [mm] | t [mm] | KR [mm] | Rotação radial em 1 m [°] | Carga adicional [kg/m] | Cabo dmáx [mm] | Elos/m |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| R040 | 10 | 27 | 40 | 21,5 | 70 [75] | ± 450 | 0,7 | 8,5 | 47 |
| R056 | 14 | 39 | 56 | 32 | 90 [105] | ± 300 | 1,1 | 11 | 31 |
| R075 | 22 | 52 | 75 | 40 | 125 [140] | ± 215 | 4 | 18 | 25 |
| R085 | 24 | 54 | 85 | 40 | 130 [170] | ± 215 | 5 | 20 | 25 |
| R100 | 31 | 64 | 100 | 40 | 130 [175] | ± 215 | 6 | 27 | 25 |
| R140X | 48 | 74 | 140 | 50 | 125 [225] | ± 200 | 10 | 42 | 20 |
Valores entre colchetes valem quando se usa protetor. O R140X tem travessas basculantes com trava, e as três câmaras podem ser divididas na horizontal e na vertical por módulo divisor. Recomendação de projeto: usar no máximo 70% do diâmetro de cabo indicado.
Os seis tamanhos, elo por elo








Acessórios do sistema ROBOTRAX
| Acessório | Para que serve | Disponibilidade |
|---|---|---|
| Protetor | Protege contra impacto forte, abrasão e desgaste prematuro, e limita o raio mínimo. Muitas vezes troca-se só o protetor, não a esteira | Todos os tipos |
| Unidade de retração PBU | Recolhe a esteira em ciclos rápidos e envelope grande, evitando que ela bata no braço do robô. Montagem padrão para KUKA, ABB e FANUC; não exige manutenção no elemento de retração | R040 a R100 — versões Light (40 N), Standard (80 N) e Heavy (110 N) |
| Kit de montagem | Cabo de aço, peça de fixação e peça tensora para até 5 m de esteira | Todos os tipos |
| Suporte de liberação rápida | Fixa e dá continuidade à esteira em qualquer elo do tamanho correspondente, com pino travante desmontável sem ferramenta | Todos os tipos |
| Mesa giratória e mola helicoidal | Um grau de liberdade a mais no ponto de fixação: a mesa deixa o suporte girar; a mola deixa o suporte defletir em três dimensões e voltar | Mesa: todos. Mola: R040 a R100 |
| Escudo térmico e capa de proteção | Escudo em fibra têxtil aluminizada contra respingo de solda e calor irradiado; capa em poliéster revestido contra fluido de corte, óleo hidráulico, pó fino e respingo de tinta | Sob consulta por tipo |
| Alívio de tensão LineFix | Fixação segura dos cabos, inclusive em várias camadas com grampos duplos e triplos | R075, R085, R100 e R140X |
| Suporte para cobot | Cintas de aço com apoio antideslizante até 100 N de força centrífuga, para diâmetros de 50 a 130 mm | R040 e R056 |
Os acessórios, um a um








Esteira do robô quebrando antes do tempo? Em envelope grande e ciclo rápido, o vilão quase sempre é impacto — e a solução costuma ser protetor mais PBU, não uma esteira maior.
CLEANVEYOR: sala limpa ISO Classe 1, sem atrito entre os cabos
Em sala limpa, o problema da esteira convencional é o próprio atrito: cabo esfregando em cabo e em travessa gera partícula justamente onde ela não pode existir. O CLEANVEYOR resolve por construção — cada cabo corre dentro de um pod próprio, com guiamento autoportante por membros de apoio nos dois lados internos. O sistema é certificado para sala limpa ISO Classe 1 e chega montado, o que encurta a instalação.
| Característica | Valor |
|---|---|
| Classe de sala limpa | ISO Classe 1 |
| Velocidade | até 2 m/s |
| Aceleração | até 4 m/s² |
| Faixa de temperatura | -10 a 80 °C |
| Diâmetro de cabo | 3 a 10 mm |
| Durabilidade | mais de 10 milhões de ciclos de flexão |
| Estrutura em camadas | até 6 camadas |
Curso admitido no arranjo autoportante
| KR [mm] | Comprimento de curso ≤ [mm] |
|---|---|
| 40 | 1.600 |
| 70 | 2.200 |
| 100 | 2.800 |
| 130 | 2.800 |
Valores para carga adicional de 0,4 kg/m.
Pods e largura de conexão
| Quantidade de pods | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Bk [mm] | 23,6 | 44,9 | 66,2 | 87,5 | 108,8 | 130,1 | 151,4 | 172,7 |
| Grampo de alumínio BEF [mm] | — | 57,2 | 76,3 | 95,4 | 114,5 | 133,6 | 152,7 | 171,8 |
Bi de 19 mm e largura de conexão de 2,3 mm em todas as quantidades. Dimensões medidas com o sistema plano e fechado, sem cabos. Os grampos de alumínio podem ser conectados por cima ou por baixo.

O CLEANVEYOR por dentro



FLATVEYOR: sistema plano autoportante para sala limpa ISO Classe 2
O FLATVEYOR é um sistema plano de guiamento de cabos, autoportante, com membros de apoio internos que mantêm o movimento reto em alta velocidade e alta aceleração. Sem travessas esfregando no cabo, não há a geração de partícula típica da esteira convencional — o sistema é certificado para sala limpa ISO Classe 2. É compacto, leve, silencioso e fácil de limpar na manutenção.
| Característica | Valor |
|---|---|
| Classe de sala limpa | ISO Classe 2 |
| Velocidade | até 2 m/s |
| Aceleração | até 4 m/s² |
| Faixa de temperatura | -10 a 80 °C |
| Diâmetro de cabo | até 16 mm |
| Grampo de conexão BEF | até 150 mm |
Curso admitido no arranjo autoportante
| KR [mm] | H [mm] | Comprimento de curso ≤ [mm] |
|---|---|---|
| 40 | 103 – 123 | 1.600 |
| 70 | 213 – 233 | 2.200 |
| 100 | 273 – 293 | 2.800 |
| 130 | 333 – 353 | 2.800 |
Valores para carga adicional de 0,4 kg/m. Prever no mínimo 100 mm de folga em cada extremidade.

O perfil plano e o grampo de conexão


Já sabe a medida e o curso? Passe raio, curso, quantidade e diâmetro dos cabos que a cotação sai direto.
FLATVEYOR ZP: tubos abríveis para trocar o cabo sem trocar o sistema
O FLATVEYOR ZP junta a vantagem do sistema plano com a estrutura de uma esteira. A diferença está nos tubos abríveis: eles abrem e fecham com uma ferramenta que acompanha o produto, mas não abrem sozinhos em movimento. Na prática, isso muda a manutenção — dá para trocar um cabo, ou aproveitar cabo e mangueira que a planta já tem, sem substituir o sistema inteiro.
São dois membros de apoio, um de cada lado, que funcionam como guia e seguram o movimento reto em alta velocidade: sem pular, sem ceder no meio e sem tombar de lado. A classe de limpeza é equivalente a ISO Classe 2, conforme ensaio interno do fabricante.
| Característica | Valor |
|---|---|
| Classe de limpeza | equivalente a ISO Classe 2 (ensaio interno) |
| Velocidade | até 2 m/s |
| Aceleração | até 2 m/s² |
| Faixa de temperatura | -10 a 60 °C |
| Diâmetro de cabo | até 11 mm |
| Quantidade de tubos abríveis | 1 a 8 |
| Cor | preto ou branco (padrão) |
Curso admitido e largura por quantidade de tubos
| KR [mm] | H [mm] | Comprimento de curso ≤ [mm] |
|---|---|---|
| 70 | 223 – 243 | 1.600 |
| 100 | 283 – 303 | 1.800 |
| 130 | 343 – 363 | 1.800 |
| Tubos abríveis | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Bk [mm] | 41 | 56 | 71 | 86 | 101 | 116 | 131 | 146 |
A diferença entre os diâmetros externos de cabos e tubos vizinhos deve ficar em 5 mm ou menos.

Os tubos abríveis na prática



Comparativo das quatro linhas de porta-cabos Kabelschlepp
| CLEANVEYOR | FLATVEYOR | FLATVEYOR ZP | ROBOTRAX | |
|---|---|---|---|---|
| Para que é | Sala limpa de exigência máxima | Sala limpa, sistema plano | Sala limpa com troca frequente de cabo | Movimento 3D em robô e mesa giratória |
| Classe de limpeza | ISO Classe 1 | ISO Classe 2 | equivalente a ISO Classe 2 | não aplicável |
| Velocidade | até 2 m/s | até 2 m/s | até 2 m/s | — |
| Aceleração | até 4 m/s² | até 4 m/s² | até 2 m/s² | até 10 g |
| Temperatura | -10 a 80 °C | -10 a 80 °C | -10 a 60 °C | — |
| Diâmetro de cabo | 3 a 10 mm | até 16 mm | até 11 mm | 8,5 a 42 mm conforme o tipo |
| Curso máximo | 2.800 mm | 2.800 mm | 1.800 mm | definido pelo envelope do robô |
| Troca do cabo | pelo pod | pelo sistema | abrindo o tubo, sem trocar o sistema | encaixando por pressão (R040 a R100) |
Onde essas linhas entram na indústria
As quatro linhas desta página são de ambiente limpo e de automação. Na prática, aparecem em:
- Farmacêutica e cosmética — envase, inspeção e embalagem em área classificada, onde a partícula gerada pelo próprio movimento vira desvio de qualidade.
- Tecnologia médica e laboratório — automação de análise e manipulação, com exigência de limpeza técnica.
- Eletrônica e alta tecnologia — processos em que contaminação significa refugo direto.
- Células robotizadas — solda, manipulação, paletização, controle de qualidade e montagem, incluindo cobots.
- Máquina-ferramenta e automação de bancada — eixos rápidos, cursos curtos e necessidade de silêncio.
Precisa de porta-cabos para serviço pesado? A Tsubaki Kabelschlepp também fabrica esteiras de aço e de plástico para aplicação industrial pesada — pórtico, ponte rolante, siderurgia, mineração, papel e celulose. Essas linhas não estão detalhadas nesta página: fale com a Mippei que a gente levanta a linha certa para a sua aplicação.
Dúvida técnica antes de especificar? Raio mínimo do cabo, curso admitido, separação por câmara, arranjo apoiado — manda a dúvida que a gente responde com número, não com catálogo.
Tirar dúvida técnicaou ligue (41) 2391-1086
Catálogos oficiais Tsubaki Kabelschlepp para download
Os catálogos abaixo são o material técnico do fabricante.
Por que comprar esteiras porta-cabos com a Mippei?
- Distribuidora autorizada Tsubaki Kabelschlepp no Brasil. Produto de origem, com a documentação técnica do fabricante.
- Atendimento técnico antes da compra. A gente confere raio, curso, carga e diâmetro de cabo com você — é mais barato acertar na especificação do que trocar depois.
- Base no Sul, atendimento em todo o Brasil. A Mippei fica em Curitiba/PR e atende o país inteiro.
- Um fornecedor para o conjunto. Além do porta-cabos, a Mippei fornece correntes Tsubaki, acoplamentos ATRA-FLEX e redutores e motoredutores NORD — o que reduz o número de interlocutores na manutenção.
Pronto para cotar? Mande a aplicação, o curso e a lista de cabos e mangueiras que precisam passar.
Pedir cotaçãoou ligue (41) 2391-1086
Perguntas frequentes sobre esteiras porta-cabos
Quando usar esteira porta-cabos de aço em vez de plástica?
Quando o ambiente ataca o plástico: calor irradiado, respingo de solda, cavaco quente, pó abrasivo ou produto químico agressivo. Também quando a carga por metro e o curso são altos demais para a esteira plástica sustentar sozinha — a construção de aço admite comprimentos livres muito maiores com a mesma carga.
Qual a diferença entre a série S e a série SX?
A banda lateral. A série S usa aço zincado; a série SX usa aço resistente à corrosão e a ácido, em três qualidades (ER 1, ER 1S e ER 2). Ambiente com névoa salina, lavagem química ou contato com ácido pede SX.
Qual o curso máximo de uma esteira porta-cabos de aço?
No arranjo autoportante, o limite vem do tamanho: 5,8 m na S/SX0650 e até 24,9 m na S/SX7000 e 8000. Acima do curso livre o arranjo passa a ser apoiado, com sapatas de deslize ou roletes correndo dentro de calha guia — e aí o curso deixa de ser limitado pela esteira.
Existe esteira porta-cabos com proteção contra explosão?
Existe. As esteiras de aço têm versão com proteção contra explosão, classificação EX II 2 GD conforme a diretiva ATEX.
Qual esteira porta-cabos usar em siderurgia, mineração ou porto?
A linha de aço. Em siderurgia e fundição pesa o calor e o respingo, o que costuma levar à versão coberta S/SX Tubes. Em mineração pesa o pó abrasivo e o curso longo. Em porto e offshore pesa a névoa salina, que puxa a escolha para a série SX.
O que é uma esteira porta-cabos?
É o componente que guia e protege cabos elétricos, mangueiras hidráulicas e tubos de ar entre uma parte fixa da máquina e uma parte que se desloca. Também é chamada de corrente porta-cabos, calha porta-cabos ou, em inglês, cable carrier ou drag chain.
Qual a diferença entre esteira porta-cabos e corrente porta-cabos?
Nenhuma: são dois nomes para o mesmo componente. Esteira é o termo mais usado no Brasil e corrente aparece com frequência em desenho e lista de materiais, por causa da estrutura em elos.
Como escolher o raio de curvatura da esteira porta-cabos?
Pelo cabo, não pela esteira. O raio da esteira (KR) tem que ser igual ou maior que o maior raio mínimo de flexão entre todos os cabos e mangueiras que vão passar. Se o KR for menor, o cabo trabalha forçado e rompe antes do previsto, normalmente sempre na mesma região.
Qual o comprimento máximo de curso de uma esteira sem apoio?
Depende do raio e da carga. Nas linhas de sala limpa desta página, com carga adicional de 0,4 kg/m, o arranjo autoportante vai até 1.600 mm com raio de 40 mm e até 2.800 mm com raio de 100 ou 130 mm. Acima disso o arranjo passa a ser apoiado.
Existe esteira porta-cabos para sala limpa?
Existe, e é uma família à parte. A esteira convencional gera partícula pelo atrito entre cabos e travessas. As linhas de sala limpa eliminam esse atrito: o CLEANVEYOR leva cada cabo dentro de um pod e é certificado para ISO Classe 1; o FLATVEYOR é um sistema plano certificado para ISO Classe 2.
Qual esteira porta-cabos usar em braço de robô?
Uma esteira feita para movimento tridimensional. O sistema ROBOTRAX tem elos com encaixe esférico que giram em direção radial, protetores que limitam o raio mínimo em qualquer direção e um cabo de aço interno que assume o esforço de tração — o que permite acelerações de até 10 g.
Por que a esteira do meu robô quebra antes do tempo?
Em envelope grande e ciclo rápido, a causa mais comum é impacto: a esteira bate no braço do robô repetidamente. Os dois recursos que atacam isso são o protetor, que absorve o choque e às vezes é a única peça a trocar, e a unidade de retração PBU, que recolhe a esteira e reduz o risco de colisão.
Dá para trocar só o cabo, sem trocar a esteira inteira?
No FLATVEYOR ZP, sim: os tubos abrem com uma ferramenta que acompanha o produto, o que permite substituir um cabo ou aproveitar cabo e mangueira que a planta já tem. É o ponto que mais reduz parada de máquina nessa linha.
Quantos cabos cabem em uma esteira porta-cabos?
Depende da largura interna e da separação. No CLEANVEYOR a configuração vai de 1 a 8 pods, com largura de 23,6 a 172,7 mm. No FLATVEYOR ZP vai de 1 a 8 tubos abríveis, com largura de 41 a 146 mm. No ROBOTRAX os cabos podem ser separados em três câmaras.
Como calcular o comprimento da esteira porta-cabos?
O comprimento é o número de elos vezes o passo — Lk = n × t. O passo de cada tipo está na tabela do produto; no ROBOTRAX ele vai de 21,5 mm no R040 a 50 mm no R140X.
Os catálogos da Kabelschlepp existem em português?
O material técnico da Tsubaki Kabelschlepp é publicado em inglês. Os catálogos desta página estão nesse idioma. Se precisar de ajuda para interpretar uma tabela, fale com a gente.
A Mippei é distribuidora Kabelschlepp no Brasil?
É. A Mippei Tecnologia Industrial é distribuidora autorizada Tsubaki Kabelschlepp no Brasil. A Kabelschlepp é a marca de esteiras porta-cabos do grupo Tsubaki — o mesmo grupo das correntes de transmissão e transportadoras que a Mippei já fornece. A compra, a seleção técnica e o pós-venda são feitos direto com a gente, em português.
A Mippei atende fora do Sul do Brasil?
Atende. A base é em Curitiba/PR, no Paraná, e o atendimento é para todo o país.
Onde essas esteiras trabalham, na prática
Dez situações reais de aplicação de esteira porta-cabos industrial: calor e faísca, curso longo em pátio, equipamento móvel, máquina pesada, calha guia e plataforma offshore.










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A Mippei também trabalha outras linhas Tsubaki e componentes que costumam entrar no mesmo projeto: correntes Tsubaki de transmissão e de engenharia, acoplamento flexível ATRA-FLEX, rodas dentadas, redutores e motoredutores NORD e lubrificadores automáticos Grützner. A lista completa está em produtos.